Fonte: CQCS l Manuella Cavalcanti. Foto/Destaque: Foto de Quark Studio no Pexels.
Após alugar uma casa em Capão Canoa, no Rio Grande do Sul, a viagem em família de Flaviane Dias Cumerlato, o marido e os filhos, terminou em um grave acidente. Isso porque, ao tentar molhar o cabelo sem mergulhar, a empresária teve o cabelo sugado pela bomba da piscina, o que resultou em uma fratura nas vértebras C5, C6 e C7 da cervical. Diante desse caso, o CQCS conversou com um especialista para entender quais coberturas poderiam ser acionadas em situações como essa e reforçar a importância de estar protegido por uma solução adequada.
O seguro viagem garante o pagamento de indenização ao segurado em caso de imprevistos durante uma viagem nacional ou internacional. De forma geral, as coberturas são para despesas médicas, odontológicas e hospitalares, invalidez total ou parcial mediante um acidente ocorrido durante a viagem. Além disso, o segurado também pode contratar cobertura para extravio de bagagem, cancelamento da viagem, diárias para acompanhante e outras.
Apesar da variedade, Dorival Alves de Sousa, advogado, corretor de seguros, diretor do Sindicato dos Corretores de Seguros no Distrito Federal (Sincor-DF) e delegado representante da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), pontua que, junto a falta de conhecimento, as pessoas preocupadas costumam optar pelo seguro viagem internacional. “As pessoas que estão viajando não têm o hábito de pensar ou buscar se resguardar de uma eventualidade”, disse. O especialista também comentou sobre o seguro saúde, que pode ajudar bastante na busca por uma consulta médica, hospitalar. Ainda que o tenha, o seguro saúde não elimina a necessidade do seguro viagem nacional.
Dorival ainda destacou a importância dos locadores de contratarem o seguro de responsabilidade civil, que tem um foco maior caso o proprietário do imóvel seja condenado judicialmente por alguma indenização. “Caso haja prejuízos, danos, qualquer problema que aconteça com um hóspede, esta apólice poderá contemplar até o valor contratado da indenização e uma provável condenação judicial”, explica. “É um item que, tenho quase certeza, 90% das pessoas que locam os imóveis para fins de semana, para temporada, esquecem ou desconhecem a existência desse produto”, completa.
O corretor de seguros é o profissional mais indicado para orientar o consumidor qual o melhor produto e as coberturas ideais oferecidas pelas companhias a fim de dar uma tranquilidade maior ao segurado. “O seguro não vai resolver o problema, vai amenizar as despesas ou possíveis condenações ou tratamento médicos hospitalares”, finaliza.