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Alta na venda de carros será insuficiente para seguradoras.

29/5/2018 - Coluna Mercado Aberto, Folha de S.Paulo

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Até abril foram comercializados 630 mil automóveis, 20,4% a mais que no mesmo período de 2017. Mas, evolução parte de base baixa, e o volume vendido em anos mais pujantes tem idade menos atrativa.

A melhora da venda de veículos novos observada nos últimos meses não será suficiente para garantir um crescimento dos seguros automotivos como já ocorreu no passado, segundo seguradoras.

O número de automóveis comercializados até abril chegou a 630 mil, 20,4% a mais que no mesmo período de 2017, segundo a Fenabrave (da indústria).

A evolução, porém, parte de uma base baixa, e o volume vendido nos anos mais pujantes, como 2013 e 2014, já atinge uma idade em que o seguro é menos atrativo, diz Murilo Riedel, presidente da HDI.

“No fim do dia, cresceremos porque diversificamos os negócios, mas o seguro tradicional seguirá em queda. O pior virá em 2019, com o envelhecimento daquela supersafra de veículos de 5 anos atrás.”

“Quanto mais novos os carros, maior a penetração dos seguros, mas isso apenas não explica o nosso crescimento. Cada vez mais precisamos criar produtos de entrada para ter novos clientes”, afirma Jaime Soares, da  Porto Seguro.

Como 85% da frota segurada tem até cinco anos, os prêmios mais elevados também têm colaborado para uma expansão do setor, afirma Marcelo Goldman, da Tokio Marine.

O otimismo existente para 2019 e 2020 se dá mais por causa do cenário econômico do que pelo aquecimento do mercado de automóveis, afirma Saint’Clair Pereira Lima, diretor da Bradesco Seguros.

“Os emplacamentos ainda estão longe do nível de 3 ou 4 anos atrás, então temos reduzido custos e aproveitado as vendas por canal bancário para alcançar mais regiões.”

O BB Mapfre prevê uma melhora gradual após as eleições. Até lá, tem apostado em reduzir preços e ganhar volume, diz o diretor Glaucio Toyama.