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Porto Seguro divulga resultados do 4º tri de 2017

6/2/2018 - Revista Apólice

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Apesar do final da recessão econômica no segundo semestre de 2017, o Brasil sofreu com os efeitos da crise. Entretanto, a Porto Seguro expandiu suas receitas em todas as principais linhas de negócio. O lucro evoluiu, suportado pela estratégia de expansão geográfica, pela diversificação de produtos e pela disciplina da companhia na recomposição de preços, contribuindo para aumentar em três vezes o resultado operacional em relação a 2016. Houve um maior desempenho relativo das aplicações financeiras, resultado importante em um ano com forte redução nas taxas de juros.

Na operação de seguros, os prêmios auferidos evoluíram 8% no trimestre e 3% no acumulado do ano. No seguro de automóvel, a empresa obteve um crescimento de prêmios de 5% no 4T17, favorecido pelos reajustes de preços. A frota segurada reduziu 3%, atingindo 5,3 milhões de veículos (vs. 4T16), impactada pela maior competitividade e pela menor demanda. Contudo, o mercado já mostra sinais de recuperação, com aumento de 9% na venda de veículos novos em 2017, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Nos outros segmentos, os prêmios dos produtos patrimoniais, saúde, vida, odontológico e transporte cresceram mais de 10% no trimestre.

O índice combinado de seguros melhorou 4,8 p.p. no trimestre e 2,2 p.p. no ano, atingindo 94,6% e 96,9% respectivamente (vs. 2016). No mesmo período, a sinistralidade total alcançou 51,2% (-5,0 p.p vs. 4T16), a melhor marca trimestral dos últimos 10 anos, influenciada pelos reajustes de preços realizados no seguro de automóvel e pelo aperfeiçoamento do modelo de subscrição de riscos e menor incidência de eventos climáticos nos produtos patrimoniais.

O índice de despesas administrativas de seguros evoluiu 0,7 p.p. no 4T17 e 0,3 p.p. no ano, afetado principalmente pela desaceleração dos prêmios ganhos. Entretanto, a soma dos índices de despesas administrativas e operacionais permaneceu praticamente estável (-0,1 p.p. vs. 2016).

As receitas das empresas financeiras e de serviços subiram 13% no quarto trimestre, intensificadas pela expansão dos negócios de cartão de crédito e financiamento. O indicador de inadimplência das operações de crédito (> 90 dias) encerrou o trimestre em 4,5%, melhor índice dos últimos 5 anos e 1,7 p.p. menor do que a média de mercado.

O resultado financeiro apresentou uma redução de 43% no trimestre (vs 4T16), em consequência da queda do CDI médio em 46%. Contudo, as aplicações financeiras superaram o benchmarking, devido ao desempenho das posições em títulos com juros prefixados e indexados à inflação. A rentabilidade trimestral da carteira (ex. previdência) foi de 1,9% (107% do CDI) e de 10,8% (109% do CDI) no acumulado do ano.

O lucro líquido atingiu R$ 270 milhões no 4T17, correspondendo a uma redução de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o ROAE alcançou 15,7%. Desconsiderando os efeitos da mudança do cronograma de pagamentos do JCP[1], o lucro líquido recorrente do 4T17 teria crescido 9% (vs. 4T16). No ano, o lucro líquido atingiu R$ 1,1 bilhão, um aumento de 20% e o ROAE foi de 16,9%. O resultado de 2017 foi favorecido pela venda da participação do IRB (Brasil Resseguros S.A) no valor líquido de R$ 126 milhões. Desconsiderando esse efeito, o lucro anual recorrente seria de R$ 982 milhões (+6%) e o ROAE seria de 15,1%.

Principais destaques

Receitas totais cresceram 9% no quarto trimestre e 5% em 2017 e os prêmios auferidos aumentaram 8% no trimestre e 3% no ano (vs. mesmo período do ano anterior);

Lucro líquido no 4T17 de R$ 270 milhões (-11%). O ROAE atingiu 15,7% (-3,9 p.p.). Desconsiderando os efeitos da mudança do cronograma de pagamentos do JCP, o lucro líquido recorrente do quarto trimestre teria crescido 9% (vs. 4T16) – sem business combination;

Lucro líquido no ano de R$ 1.108 milhões (aumento de 20%), correspondendo a um ROAE de 16,9% (+1,4 p.p.). Desconsiderando a venda das ações do IRB, o lucro líquido recorrente anual atingiria R$ 982 milhões (+6% vs. 2016) e o ROAE 15,1% (-0,4 p.p. vs. 2016) – sem business combination;

Índice combinado de seguros alcançou 94,6% (-4,8 p.p.) no 4T17 e 96,9% (-2,2 p.p.) em 2017. O índice combinado ampliado foi de 91,0 (-1,7 p.p.) no 4T17 e de 91,7% (-0,1 p.p.) no ano;

Resultado financeiro total de R$ 154 milhões no 4T17 (-43% vs. 4T16) e de R$ 1.131 milhões no ano (-7% vs. 2016). Excluindo os efeitos da venda das ações do IRB, o resultado financeiro seria de R$ 940 milhões em 2017 (-23% vs. 2016);

O resultado das aplicações financeiras sem considerar recursos de previdência atingiu R$ 161 milhões no 4T17 (-27% vs. 4T16) e R$ 821 milhões no ano (-19% vs. 2016), correspondendo a uma rentabilidade de 1,9% (107% do CDI) no trimestre e de 10,8% (109% do CDI) no acumulado do ano.