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Mercado segurador cresce 4,8% até agosto, destaca CNseg

10/10/2017 - CNseg

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‘Recuperação precisa ser examinada com cautela porque o mercado de seguros, previdência e capitalização revela ainda desaceleração, considerando a sua maior resiliência em 2016’, diz Marcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras

Alguns ramos do setor de seguros mais sensíveis ao ciclo de estabilização econômica melhoraram seus índices e a arrecadação nominal apontou um crescimento de 4,8% até agosto de 2017 em comparação com igual período do ano anterior. O volume arrecadado atingiu o montante de R$160,5 bilhões, segundo os dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e reunidos pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) para o boletim conjuntural Carta do Seguro, cuja edição ratifica o caminho da recuperação do setor em 2017 e aponta que os prêmios de seguros e aportes a planos de previdência e títulos de capitalização totalizaram R$ 22,3 bilhões em agosto, com crescimento de 10,2% ante o mesmo mês de 2016. “Olhando a série de janelas de 12 meses, essa recuperação precisa ser examinada com cautela porque o mercado de seguros, previdência e capitalização revela ainda desaceleração, considerando a sua maior resiliência em 2016”, analisa o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, em editorial da Carta do Seguro.

Um dos segmentos que também denotam evolução é o de Automóveis, que no acumulado do ano já mostra aumento de 6,5% relativamente a idêntico período de 2016. Também evoluíram Crédito e Garantias (39%), Garantia Estendida (3,4%) e Rural (14,6%). No segmento de Cobertura de Pessoas, os Planos de Acumulação VGBL tiveram recuperação, tendo a taxa de crescimento passado de 4% para 5,3%,.

Na mesma edição da Carta do Seguro, o economista Lauro Faria, da Escola Nacional de Seguros (ENS) destaca que os últimos dados registrados no mercado de seguros ratificam o cenário de retomada do crescimento do produto com queda da inflação e, como consequência, da taxa básica de juros comandada pelo Banco Central. O IBC-BR, que é uma estimativa do PIB calculada pelo BC, teve expansão de 0,4% em julho passado sobre o mês anterior na série com ajuste sazonal e de 1,2% no acumulado do ano até julho contra os sete meses anteriores.

Faria assinala que a taxa de desocupação recuou para 12,6% no trimestre junho/agosto de 2017, menos 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre março-maio anterior. Assim, a expectativa de crescimento do PIB para o ano de 2017, constante do Boletim Focus de 29/09/2017, avançou para 0,7%, a da inflação caiu para 2,95% (dez.2017 / dez.2016), e a da taxa Selic, para 7% ao final de 2017. Mostrando, contudo, que a economia ainda não se recuperou de todo, o dado de agosto da produção industrial revelou queda de 0,8% em comparação com o mês imediatamente anterior na série com ajuste sazonal, resultado que interrompeu quatro meses seguidos de expansão.

A forte redução das taxas de juros teve efeitos diretos e indiretos sobre as seguradoras, aponta o economista da ENS. Na área da Susep, no agregado, o resultado financeiro caiu 13,9%, e o resultado patrimonial, 16,7% no acumulado do ano em comparação com o mesmo período de 2016. “Em compensação, melhorou a eficiência técnica das seguradoras: a chamada “margem bruta” (sinistralidade + índice de despesas de comercialização) para o total do mercado caiu no mesmo período de 71,2% para 70,4% (em Ramos Elementares, de 77,5% para 77,1% e em coberturas de riscos de Seguros de Pessoas, de 57,6% para 56,7%). No entanto, tal melhora não foi suficiente para manter a taxa de rentabilidade do patrimônio liquido do conjunto das seguradoras, que, em termos anualizados, caiu de 23,4% no acumulado de 2016 até agosto para 20,2% no mesmo período de 2017. Note-se que ainda assim trata-se de taxa de retorno elevada, mormente se comparada à de outros setores da economia brasileira”, analisa Faria.

Indústria

A edição da Carta do Seguro traz também uma entrevista com o Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na qual ele aponta que o consumo das famílias é o ponto principal da retomada do crescimento da indústria. “No momento atual, há um certo descolamento da atividade produtiva da crise política. As condições de ajuste financeiro das famílias viabilizam o retorno gradual do consumo. As empresas também realizaram ajustes de custo, ao longo do penoso processo recessivo, que as tornaram mais eficientes. Temos, assim, algum espaço para crescer, mesmo com as dificuldades políticas. No entanto, é indispensável um ambiente de previsibilidade e segurança quanto a avanços no ajuste fiscal e a reformas necessárias para melhorar o ambiente de negócios e estimular investimentos. Nesse sentido, a superação da atual crise política e as perspectivas de um novo governo comprometido com essa agenda, a partir das eleições de 2018, são fundamentais”, destaca Andrade.

Seguem mais números relativos ao resultado do mercado segurador no mês de agosto de 2017, comparados com o mesmo período do ano passado:

• Seguro Habitacional: variação nominal de 11% (arrecadação de R$ 2,4 bilhões);

• Seguros de Responsabilidade Civil: variação nominal de 3,7% (arrecadação de R$ 4,7 bilhões);

• Seguro Viagem: variação nominal de 45,5% (arrecadação de R$ 357,4 milhões);

• Seguro Prestamista: variação nominal de 24,6% (arrecadação de R$ 6 bilhões);

• Seguro Rural: variação nominal de 5,6% (arrecadação de R$ 8,9 bilhões);

• Seguro de Vida: crescimento de 14,6% (arrecadação de R$ 2,6 bilhões).