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Envelhecimento da população deixará planos de saúde mais caros até 2030

10/10/2017 - IG São Paulo

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Gastos com medicamentos também será maior; estima-se que até 2060 a população com 80 anos ou mais será cinco vezes maior do que é atualmente

Hoje, a cada quatro brasileiros um tem plano de saúde, conforme informou a Agência Nacional de Saúde Suplementar

Até 2030 os planos de saúde deverão ficar ainda mais caros. Isso porque, seguindo a expectativa de envelhecimento populacional brasileiro e o aumento de custos médicos, os gastos com esse benefício serão ainda maiores, conforme explicou o diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Leandro Fonseca durante o Fórum da Saúde, promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, nesta segunda-feira (9).

Para Leonardo Paiva, chefe de gabinete da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil passará pela transição demográfica antes de se tornar um país desenvolvido, o que aumentará o desafio dos planos de saúde e do setor público. “Teremos a mudança de doenças infecto-contagiosas para doenças crônicas [comum à terceira idade]. As indústrias [farmacêuticas] estão se movendo para isso. Hoje, 40% dos novos registros de medicamentos são para oncologia”, declarou Paiva.

De acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2060 a faixa etária de pessoas com 80 anos ou mais será composta por 19 milhões de brasileiros. Atualmente, essa população é de 3,4 milhões.

Casos na Justiça

Segundo o chefe de gabinete da Anvisa, o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa estar preparado para o aumento de gastos com medicamentos voltados à população mais madura, que sofre com doenças crônicas.

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Ele prevê elevação do número de decisões judiciais obrigando o Estado a custear medicamentos o que, atualmente, é predominante entre doenças raras. Em 2015 e 2016, foram gastos R$ 1 bilhão ao ano com os dez medicamentos mais solicitados por meio da Justiça.

Outra questão apontada pelo diretor da ANS é a falta de gestão de saúde adequada entre as operadoras dos planos. O país tem 900 operadoras, sendo que 125 delas respondem por 80% dos beneficiários. Segundo ele, os consumidores realizam muitos exames sem necessidade por falta de orientação.

No país, a saúde suplementar faz 132 exames de ressonância magnética por mil habitantes, média muito elevada. “Há um desperdício enorme de recursos porque os usuários do sistema não são orientados a transitar pela rede. As soluções são uso consciente do consumidor e a reorganização da rede”, disse.

A ANS calcula que um em cada quatro brasileiros tem plano de saúde, o que movimentou R$ 160 bilhões em 2016. O setor realizou mais de 1 bilhão de procedimentos médicos no ano passado.

*Com informações da Agência Brasil