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Seguro de arte precisa de corretores inovadores

28/8/2017 - Revista Apólice

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A arte não pode ficar contida em uma simples visão ou tratada como um produto comum de seguros. Mais do que isso, essa é uma vertente bastante complexa, com muitas variações, revolucionária.

O escopo de criações requerendo coberturas de seguros está sempre se expandindo. Um dia, um corretor do mercado de seguro de arte pode receber uma solicitação para uma apólice que proteja uma coleção de Monet e, no dia seguinte, ele poderá ser desafiado a pensar em coberturas para uma moderna exposição que consiste em uma escada perfeitamente posicionada contra uma parede de calcário. Ambos produtos têm suas próprias características, riscos e exposições.

O mercado

“A indústria de arte está ficando cada vez maior. Do ponto de vista da subscrição, assim é um pouco mais fácil conseguir que as obras sejam adequadamente seguradas”, afirma William Fleischer, presidente da consultoria Bernard Fleischer & Sons. “Diferentes seguradoras vão atrás dos mesmos produtos com abordagens diferentes. Eles tentam diferentes abordagens. Para ser bem sucedido no mercado de seguros de artes é preciso ser um pensador inovador e olhar para as coisas fora da caixa”, completa.

A Arte é um produto difícil de segurar, porque, por definição, traz sempre algo novo. As mentes de cada artista funcionam de uma maneira e, assim sendo, cada produção é única. Essa exclusividade se revela em diferentes maneiras: pelo produto final, os materiais usados, a colocação etc.

“É difícil prever tendências no setor de seguro de arte. Artistas criam novas obras todos os dias, resultando em um constante fluxo de obras criativas e o contínuo crescimento do mercado de arte”, afirma Fleischer. “Artistas amam trabalhar com novos materiais, e com isso vêm diferentes riscos e exposições. Hoje em dia, muitas obras têm partes eletrônicas, então há também responsabilidades cibernéticas a serem consideradas. Obras de arte com peças eletrônicas e conexão Wi-Fi podem potencialmente ser usados como uma entrada para um ataque cibernético em um museu. Por isso, segurar arte e tecnologia precisa ser algo disruptivo, fora da caixa”, acredita.

Responsabilidade

Uma coisa que os artistas nem sempre consideram é o fato de que eles são fabricantes de sua própria commodity – a arte. Isso significa que os artistas podem ser responsabilizados caso alguma coisa dê errado em relação ao produto.

“A responsabilidade pelo produto na indústria de arte é algo que muitos artistas não sabem”,comenta Fleischer. “Ele precisam sustentar as obrigações de fabricação da mesma maneira que seria se o produto fosse um computador ou um automóvel”.

“O papel do corretor é ajudar artistas a entender essas exposições e guiá-los a mitigá-las. Por exemplo, se um artista faz uma escultura com navalha, é preciso incluir um aviso que diga que aquele é um objeto afiado e que deve ser mantido longe de crianças. Da mesma maneira, se uma obra contém pedaços pequenos, chumbo ou solta fumaça, isso precisa ser notificado”.

Demarcar as responsabilidades é um dos maiores desafios no mundo do seguro de arte. Isso requer uma profundidade de conhecimento e experiência que vai além os padrões existentes. Fleisch é corretor de seguros no Mercado de artes há mais de 60 anos e diz encontrar desafios tempo todo.

Assim, ele recomenda: “Dependendo de com que você fala (artista, curador, museu, colecionador etc) todos eles e têm seus próprios riscos de exposição. O seguro de arte não terá sucesso se for feito só com o que é padrão. Conhecimento é muito importante e a falta dele é perigosa. Quando se trata de seguros, a ignorância nunca é uma benção”, finaliza.