Mídias Sociais

  • Curta no Facebook!
  • Siga-nos no Twitter!

 

 

Empresas Coligadas

 

 

 

Notícias

 

Corretora aplica golpe e segurado recebe fatura de quase R$ 1 milhão

25/7/2017 - CQCS | Anderson Fonseca com informações do G1

Compartilhe:

 

Um homem de 30 anos, identificado apenas como Alan pela reportagem do Bom Dia DF, da Rede Globo, está internado em um hospital particular de Brasília para tratar um tumor na cabeça. O que o paciente nem a família esperavam era que o plano de saúde fosse cancelado sem qualquer notificação prévia por conta de um golpe. Agora a família recebeu uma fatura de quase 1 milhão de reais.

Alan deu entrada num Hospital particular no dia 8 de maio e durante 19 dias o plano de saúde cobriu todas as despesas do paciente. Dentre os gastos, o plano arcou inclusive com quatro cirurgias para retirar parte do tumor na cabeça, porém no dia 13 deste mês sua esposa recebeu uma ligação do plano de saúde. Segundo Poliana, a operadora Amil ligou na quinta-feira do dia 13. “Eles entraram em contato primeiro perguntando como estava o estado de saúde do Alan. Em seguida, já informaram que foi feito o cancelamento do plano e perguntaram se nós já tínhamos ciência, aí eu disse que sim”, explica ela.

Como o plano de saúde deixou de cobrir os gastos, o hospital enviou uma cobrança de mais de R$ 907 mil e Poliana diz que esse valor já aumentou e está próximo de R$ 1 milhão. “Isso é impagável. A gente nessa situação com o Alan no hospital sem poder trabalhar e eu também. É desesperador porque a gente não sabe como resolver o problema” Um Defensor Público afirma que o paciente e a operadora Amil foram vítimas de um golpe de saúde aplicado pela empresa Planos Corretora. Segundo ele, pelo menos dez pessoas já procuraram a defensoria do Distrito Federal para denunciar a corretora. O Defensor explica que a corretora mente para o plano sobre os dados do cliente para não perder o negócio.

“Ela coloca a pessoa no plano de saúde e informa à operadora do plano que essa pessoa participava de um grupo, seja uma associação ou uma empresa. A pessoa paga normalmente o plano de saúde, mas no momento que precisa utilizar não demora muito para a operadora, neste caso a Amil, descobrir que essa pessoa não pertence àquele grupo e ela como parte também lesada acaba cancelando o plano”.

Segundo as imagens é exatamente isso que a carteirinha de Alan mostra. Nela aparece identificado como se ele fosse vinculado a uma empresa, mas o paciente nunca trabalhou nela e está desempregado. O defensor explicou que, pela lei, como o paciente fez o plano de saúde em setembro do ano passado, momento em que já estava doente, ele só teria direito a cobertura do tratamento pelo plano após a carência, que neste caso seria dois anos depois.

“São pessoas em situações graves de saúde que tem confiado nessa empresa. Elas pagaram caro e esperam ter um tratamento de saúde, pois realmente precisam e no final das contas isso não acontece porque elas são colocadas de forma ilegal. Essa corretora passa uma informação para o plano que não é verdadeira e o plano acaba cancelando”, enfatiza o Defensor.

O Defensor Público ainda disse que vai entrar na justiça contra a Planos Corretora