Mídias Sociais

  • Curta no Facebook!
  • Siga-nos no Twitter!

 

 

Empresas Coligadas

 

 

 

Notícias

 

Pai e filho são presos acusados de fraude em seguro obrigatório

14/7/2017 - Mídia News

Compartilhe:

 

Por ordem da Justiça, a Polícia Civil prendeu pai e filho acusados de diversas fraudes contra o DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres).

V.G.A., de 48 anos, e V.G.A.F., de 27, foram presos na manhã de quarta-feira (12), em Várzea Grande, durante a operação “Escamoteio”, deflagrada pela Delegacia de Defesa do Consumidor, com apoio de policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A investigação contou com trabalho na análise dos inquéritos pelo Núcleo de Inteligência da Regional de Cuiabá.

Presos no Jardim Marajoara II, pai e filho são investigados em pelo menos 25 inquéritos dos anos de 2013, 2014 e 2015, pela prática de estelionato, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e uso de documento falso.

A fraude contra o seguro DPVAT funcionava da seguinte forma: os suspeitos abriam contas em bancos em nome de laranjas, ou então pegavam “emprestado” a conta de amigos para o recebimento do seguro, figurando como atos preparatórios dos golpes a falsificação de documentos públicos e particulares inserindo neles, os nomes, dados pessoais e endereços falsos de terceiros e históricos clínicos, “firmados” por um pequeno número de médicos.

Conforme o delegado Antonio Carlos de Aráujo, na consumação do golpe, o valor do seguro não era creditado em conta supostamente pertencente à pessoa que teve seus dados usados indevidamente, e sim para pessoas que “emprestaram” suas contas, cartões e senha a pai e filho.

Ou mais comumente, na conta de “laranjas”, que entregavam aos dois procurações autorizando-os a abrirem, movimentarem e encerrarem essas contas de curta duração, em sua quase totalidade, em agências da Caixa Econômica Federal.

Os endereços V.G.A. e dos “laranjas” constantes nas procurações são sempre os mesmos, na Rua Pernambuco, 405, bairro CPA II. No local nenhuma pessoa os conhece e já foram procurados por diversas vezes por equipes policiais.

Para dificultar mais ainda o trabalho dos investigadores, V.G.A. vinha usando identidade em nome de Leandro Augusto de Souza, já devidamente comprovado pelo Instituto de Identificação Criminal de Mato Grosso como um “documento montado”, ou falso.

“Foi justamente o que ocorreu nos fatos apurados nos inquéritos policiais nº 093/2014 e nº 010/2013, concluídos recentemente onde pai e filho foram indiciados criminalmente e nos inquéritos tiveram as prisões preventivas representadas e decretadas pelas 4ª e 6ª Varas Criminais de Cuiabá”, explicou o delegado Araújo.

Nas investigações foram utilizadas técnicas de análise criminal pela equipe do Núcleo de Inteligência da Regional e quebra de sigilo bancário, além do cumprimento de buscas domiciliares visando produzir mais provas para o inquérito.

O prejuízo a Seguradora Líder, responsável pelo DPVAT no País, ainda está sendo levantado pelos analistas do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD).

Indenização

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) instituiu uma tabela fixando os limites das indenizações, conforme as três coberturas previstas atualmente, cujos valores de prêmios são: R$ 13.500 por morte, até R$ 13.500 por invalidez e R$ 2.700 por despesas médicas.

Caso

Um dos inquéritos, instaurado em 19 de março de 2014, confirmou indícios de fraudes no requerimento indenizatório do seguro DPVAT, para uma pessoa que supostamente sofreu um acidente e ficou inválida.